Artigos de Psicologia

Search

Fontes dos Messianismos Brasileiros

FONTES DOS MESSIANISMOS BRASILEIROS   Antônio Maspoli de Araújo Gomes   RESUMO A estrutura complexa do messianismo amplia o espaço caudal de fontes onde se deve buscar suas origens. No Brasil, o manancial de fontes messiânicas é igualmente imenso: o Judaísmo Antigo, no Velho Testamento; o Cristianismo Primitivo, no Novo Testamento; o Mito Indígena, na Terra Sem Males; o Catolicismo Ultramontano com as contribuições de Joaquim de Fiore e de Gonçalo Anes, O Bandarra; o Sebastianismo; o sonho escatológico do Padre Antônio Vieira; o catolicismo popular da Missão Abreviada; a obra piedosa do Padre Ibiapina; etc. A partir dessas contribuições, essa pesquisa apresenta as fontes dos messianismos e traçou a árvore genealógica literaria, mítica e religiosa dos messianismos brasileiros. O método de pesquisa utilizado partiu dos princípios gerais da a análise de temática proposta pela análise de conteúdo de acordo com o modelo teórico formulado por BARDIN (1977). Palavras-chave: Messianismo, Messias, Milerarismos, Religião, Antropoligia O milagre da corda A esperança é uma corda. Segundo tal rito, o oficiante – faquir, xamã… ou malabarista – lança uma corda, qual um laço. A corda eleva-se “no ar”, muito alto, sempre mais alto. Deveria cair. Mas o oficiante assegura que ela se fixou misteriosamente em algum lugar e, como prova, ele próprio ou seu discípulo sobe pela corda. A corda não se desprende. Sustenta-se, firme. E suporta o peso do homem que sobe. (Desroche 1985, p. 7) Estudos sobre Messianismo no Brasil O fenômeno messiânico (SILVA, 2006, p. 14-18) do campo religioso tem uma história recente na academia brasileira. Fenômenos como Canudos, Contestado, Pedra Bonita e Caldeirão foram pesquisados sob diversos aspectos: político, militar, social, econômico, etc. No entanto, esses fatos ainda não foram considerados sob a perspectiva da variável religiosa.                A questão religiosa quase sempre foi deixada de lado nas pesquisas, como algo de somenos importância, seja pela falta de espaço na academia para pesquisas dessa natureza, seja pela exigüidade de pesquisadores interessados neste tema. No prefácio, da 2ª edição, da obra de Maria Isaura Pereira de Queiroz, O Messianismo no Brasil e no Mundo, Roger Bastide aponta a necessidade de pesquisar e estudar o messianismo milenarista brasileiro, também sob a perspectiva da religião. No final desta Introdução, pode já ter o leitor uma noção da quantidade de     novidades que este livro apresenta, de sugestões, de demonstrações, de perspectivas; como renova problemas antigos – ao mesmo tempo em que sintetiza as contribuições mais sólidas dos predecessores. O único ponto talvez que comportaria ainda desenvolvimento, seria o aspecto religioso do messianismo (que a Autora não abordou, pois preferiu se colocar na perspectiva sociológica que o trabalho apresenta). (BASTIDE, 1976, p. XX) Essa pesquisa partiu da premissa que a variável econômica, embora relevante por si só, não é suficiente para explicar a complexidade desses movimentos que têm suas raízes na alma religiosa e mítica do povo português e brasileiro. A partir destas contribuições, essa pesquisa analisou as fontes da messianismo brasileiro e traçou a árvore genealógica mítico religiosa desses movimentos, mormente no nordeste do Brasil. A partir dessas contribuições, essa pesquisa apresenta as fontes dos messianismos e traçou a árvore genealógica literaria, mítica e religiosa dos messianismos brasileiros. O método de pesquisa utilizado partiu dos princípios gerais da a análise de temática proposta pela análise de conteúdo de acordo com o modelo teórico formulado por BARDIN (1977). A análise desses fenômenos, sob a perspectiva da religião, pode contribuir para compreender importantes movimentos sociais ocorridos no Brasil em meados do século XIX e na primeira metade do século XX, como, por exemplo, a relação entre o êxodo rural e o novo messianismo. Pretende-se, também, colaborar na inserção de aspectos relevantes na memória nacional. Tais aspectos estão relacionados à subcultura das classes sociais empobrecidas e excluídas da cadeia produtiva, e também das grandes vertentes do cristianismo tradicional, seja do catolicismo romano, seja do protestantismo histórico. “O imaginário religioso pregresso, sua exacerbação ou superação por uma nova revelação profética, está sempre presente, interpretando a realidade, postulando objetivos e indicando os meios pelos quais estes serão alcançados.” (NEGRÃO, 2009, p. 34). A história desses movimentos foi contada geralmente a partir da perspectiva dos vencedores, das elites dominantes. Tais narrativas tendem a privilegiar aspectos sociológicos importantes para a cultura dessas elites e a relegar para o segundo plano aqueles aspectos relevantes para a compreensão do fato social em sua totalidade. Essa forma de abordagem tem levado, invariavelmente, ao esquecimento e por vezes obnubila a importância desses fenômenos para a compreensão da história das minorias, ou, dizendo de outro modo, lança ao obscurantismo a história dos vencidos. Esse procedimento pode levar ao esquecimento de aspectos importantes da subcultura e dos bens simbólicos desses movimentos religiosos no caso de Canudos, a história foi contada pelos vencedores; e, na história do Caldeirão, silenciada por vencidos e vencedores. O fenômeno religioso messiânico-milenarista vem sendo pesquisado no Brasil desde meados do século XIX. Inicialmente explicado a partir de interpretações biopsicológicas e ambientalistas com Nina Rodrigues (RODRIGUES, 2006), Euclides da Cunha (CUNHA, 1966), Josué de Castro (CASTRO, 1965, s/d), dentre outros, posteriormente passou a ser interpretado a partir de variáveis sociológicas, em uma concepção do masterialismo dialético, mormente com Rui Facó (FACÓ, 1976) na obra Cangaceiros e Fanáticos e Maria Isaura Pereira de Queiroz (QUEIROZ, 1976). Maria Isaura Pereira de Queiroz elaborou uma tipologia desses movimentos. Mauricio Vinhas de Queiroz(1977) pesquisou uma das maiores revoltas camponesas da história da humanidade aconteceu numa região disputada pelos estados de Santa Catarina e Paraná no sul do Brasil. Importante também tem sido a contribuição de Renato Queiroz (QUEIROZ, 1995) para compreender o fenômeno milenarista contemporâneo, como por exemplo, o fenômeno de Catulé. Janaina  Amado, (1978) A revolta dos Mucker -conflito Social no Brasil – aborda o mais esquecido – e desconhecido – dos conflitos messiânicos brasileiros  envolvendo os Mucker,  movimento social de colonos de descendência alemã no RS, combatido e destruído pelas tropas militares do País em 1874. Diversos autores escreveram sobre os messianismos. Aqui citaremos apenas alguns. José Lins do Rego (REGO, 1939) e Rubim Santos Leão de Aquino (AQUINO, 2006, p. 18-22), dentre

Leia mais »

Estratégias para o tratamento da depressão

Dr. Antonio Maspoli SOLOMON (2002) lista inúmeras formas de tratamentos. O século XX, marcado pelo cientificismo, foi palco do antagonismo entre a fé e a razão, a religião e a ciência. A psiquiatria (e mesmo a psicologia) considerava a intervenção religiosa sobre a depressão com certa desconfiança. Esse quadro está em rápida mudança. O tratamento da depressão atualmente recomenda a utilização de algumas estratégias conjugadas: (a) tratamento psicofarmacológico; (b) tratamento espiritual; (c) tratamento psicoterápico ou psicológico; (d) qualidade de vida; e (e) acolhimento do grupo familiar e da comunidade. Estratégia psiquiátrica: os antidepressivos O primeiro passo no tratamento é consultar o médico, que irá estabelecer as causas bioquímicas. Ele precisa reconhecer os sintomas e saber por quanto tempo o paciente tem se sentido deprimido. A visita pode incluir exame físico e testes laboratoriais. Descartados problemas físicos, o médico pode então elaborar um plano de tratamento, incluindo consultas periódicas, medicação antidepressiva, psicoterapia, apoio familiar e de amigos − meios reconhecidamente eficazes no tratamento. Orientação, entendimento e cuidado nas dosagens das medicações são providências fundamentais. O médico e/ou psicólogo poderá fazer algumas perguntas, como: Alguém em na família sofre de depressão? O paciente está tomando algum medicamento? Sofreu alguma alteração ou perda importante na vida? Tem tido alterações no sono ou no apetite? Tem pensado em morte ou em suicídio? Tem dificuldade de se concentrar no trabalho? Tem sentido mudanças no desejo sexual?  (FIERZ, 1997, p. 370-371). A depressão é uma doença a não se subestimar e que se pode tratar com ótimos resultados, uma vez que se recorra a meios seguros e eficazes. O diagnóstico de depressão é, de fato, um primeiro passo, seguido da identificação exata do tipo de depressão e da reconstrução da história do paciente, a fim de que o problema seja devidamente categorizado. Somente de posse desses dados é que o médico pode prescrever o tratamento. Para estabelecer com a máxima precisão o tipo e o grau de depressão, os especialistas dispõem de diversas escalas elaboradas a partir de questionários a que o paciente responde. Com base na pontuação e na interpretação das respostas pelo psicólogo, é possível obter indicações sobre a gravidade da doença e selecionar o tipo de terapêutica a ser empregada.  Atualmente, a solução ideal prevê a associação da psicoterapia aos psicofármacos, qualidade de vida e orientação espiritual. Seja qual for o caso, é necessário iniciar o tratamento de imediato, ou seja, aos primeiros sinais da doença, possibilitando resposta eficaz do paciente. “Nenhum psiquiatra negará que a farmacoterapia moderna tornou o tratamento da depressão consideravelmente mais fácil e mais rápido. Entretanto, ela não tornou a psicoterapia supérflua. Se a depressão for tratada simplesmente com drogas, o paciente amiúde se sente uma pessoa desprezível. Ele sofre como pessoa, de modo que quando o tratamento consiste simplesmente em comprimidos e injeções, ele fica com a impressão de que não está sendo tratado por médicos, e sim por veterinários − frase usada por Manfred Bleuler em um simpósio que ocorreu no hospital psiquiátrico da Universidade de Zurique.” (FIERZ, 1997, p. 374). Os fármacos antidepressivos atuam sobre os sistemas do cérebro que regulam a transmissão nervosa e, concretamente, sobre os neurotransmissores serotonina e noradrenalina, diretamente envolvidos na origem da depressão. O princípio que está na base do seu funcionamento é o de aumentar o nível desses mediadores químicos, potencializando seus efeitos em nível cerebral, e reequilibrando, no tempo, os mecanismos neuronais alterados pela doença. Na prática, os fármacos impedem que a serotonina e/ou as noradrenalinas sejam absorvidas pelos neurônios que as produzem, de modo a poderem chegar ao destino. Isso faz com que os neurotransmissores consigam desempenhar corretamente a sua função, que consiste em transportar mensagens eletroquímicas entre os neurônios. Via de regra os fármacos são eficazes em cerca de 80% dos casos de depressão, independentemente da causa que se encontra na sua origem. A ação dos fármacos começa a ter os seus primeiros resultados após um período entre duas e três semanas de administração diária, podendo ser necessário uma administração mais prolongada para se obter o máximo de eficácia. Os principais medicamentos utilizados no tratamento da depressão são: “Quatro classes de antidepressivos estão disponíveis atualmente. A mais popular são os ISRSs, que acarretam níveis mais altos de serotonina no cérebro. Prozac, Luvox, Paxil, Zoloft e Celexa são todos ISRSs. Os tricíclicos, assim denominados por sua estrutura química, afetam a serotonina e a dopamina. Elavil, Anafranil, Norpramin, Tofranil e Pamelor são todos tricíclicos. Os inibidores da monoamioxidase (IMAOs) inibem o colapso da serotonina, dopamina e norepinefrina. Nardil e Parnate são ambos IMAOs. Outra categoria de drogas que operam em sistemas neurotransmissores múltiplos é chamada de Antidepressivos Atípicos.” (SOLOMON, 2002, p. 108). Portanto, há hoje no mercado uma gama de medicamentos que abrange com eficácia basicamente todos os tipos de depressão: (a) para a depressão devido a alterações predominantes da serotonina, há os ISRSs, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina; (b) para a depressão devido a alterações predominantes em serotonina e noradrenalina, há os IRSNs, os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina; (c) para depressões devido a alterações predominantes em noradrenalina e dopamina, há a bupropiona, inibidor da recaptação de noradrenalina e dopamina; e (d) para depressões com alteração de vários mediadores químicos combinados, há os tricíclicos. Na categoria dos antidepressivos atípicos estão o Asendin, o Wellbutrin, o Serzone e o Efexor, considerados inibidores da recaptação de noradrenalina e dopamina. O mais utilizado deles é a bupropiona, com o nome no mercado de Wellbutrin e/ou Zetron. Tal medicação é controlada, produz riscos de dependência química e somente deve ser utilizada mediante prescrição e acompanhamento médico. Hoje a maioria dos antidepressivos já não são mais classificados como tarja preta. Estratégia psicológica: a psicoterapia A depressão produz alterações neurológicas, bioquímicas e psicológicas. Na crise de depressão, o paciente deve ser encaminhado para a psiquiatria (KAPLAN; SADOCK; GREBB, 2007, p. 320-324). Após a necessária e devida medicação, deve ser conduzido também a tratamento psicológico, recomendado especialmente quando o remédio começa a produzir efeito e o paciente começa a melhorar. “Ademais, o problema

Leia mais »

As várias faces da depressão

Dr. Antonio Maspoli Basicamente, existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (termo oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases depressivas com fases maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só possui uma fase, a melancolia. Aparece como uma forma depressiva da doença bipolar, anteriormente chamada de Psicose Maníaco Depressiva. Os pacientes depressivos bipolares são aqueles que alternam episódios de mania ou agitação com estados de melancolia geralmente na mesma intensidade. Uma classificação mais completa é aquela oferecida por Henry Ey et al. (1965, p. 184-226), que categorizou as depressões a partir do curso da melancolia aguda simples nos seguintes quadros: Depressão Melancólica Simples; Depressão Maior; Melancolia Estuporosa ou Catatônica; Melancolia Ansiosa; Distimia; Melancolia Delirante. Depressão Melancólica Simples. Caracteriza-se pelo surgimento de crises de tristeza e escassez de dor moral profunda. Geralmente, ocorrem em intervalos de seis a sete meses. Na Antiguidade, esse quadro era denominado melancolia com consciência. O buraco negro da depressão pode se manifestar sob diversas formas, pois não existe uma depressão, mas, sim, depressões. Compete ao psiquiatra identificar os vários tipos e prescrever o tratamento adequado. O sujeito se apresenta apático, neurastênico, fatigado. Apresenta ainda impotência diante da vida e improdutividade intelectual. O indivíduo se sente enfermo e tem necessidade de conforto. Depressão Maior. Esta forma é caracterizada por humor deprimido, em que o indivíduo comunica por meio da fala, da mímica e do comportamento uma vivência de dor e abatimento (manifesta em aumento da irritabilidade, acessos de cólera, frustração, tristeza etc.). Essa vivência é diferente da tristeza normal, a que cada um está sujeito mediante situações desfavoráveis da vida, tanto em intensidade e duração como pela sua natureza. Além disso, contrariamente ao que se sucede na tristeza normal, o indivíduo atingido por essa forma de depressão se mostra insensível ao encorajamento, à amizade e ao amor. Outros sintomas associados a esse mal são: diminuição ou desaparecimento do interesse e do prazer em todas, ou quase todas, atividades habituais, como a presença do companheiro ou dos filhos, a prática de esporte, a música e os hobbies. Ocorre o abrandamento da atividade psíquica e motora, que leva o deprimido a falar e a se mover pouco, e, quando o faz, é lentamente e com dificuldade. Há ainda a falta de energia, o sentimento de inadaptação, de inutilidade, de desespero, de culpa; falta de apetite e perda de peso; perturbações do sono (sofre de insônia quase total ou de despertar matinal precoce; pensamentos de morte e, por vezes, ideias ou tentativas de suicídio). Os períodos de depressão têm início e fim, mais ou menos, identificáveis e, entre um período e outro, o indivíduo deprimido se sente bem. Cada episódio pode se manifestar espontaneamente ou após determinados momentos de estresse. Melancolia Estuporosa ou Catatônica. Esta forma alcança seu ápice na total inibição psicomotora. O deprimido fica absolutamente imóvel − a chamada imobilidade cérea: não fala, não come, não produz nenhum gesto, nenhum movimento. Sua face permanece fixa em uma expressão de dor e desespero. Essa mímica de tristeza facilita o diagnóstico diferencial dos outros quadros depressivos. Na esquizofrenia catatônica o paciente pode permanecer sentado, imóvel, com as mãos sobre os joelhos, dorso e cabeça curvado, na posição fetal ou como múmia. Na catatonia, o paciente mostra uma expressão facial vazia, mas com rápida circulação e batimentos cardíacos, sugestivo de medo; o olhar pode mover-se rapidamente como de forma persecutória. Geralmente a pessoa com o episódio agudo de esquizofrenia catatônica não apresenta maiores resistências e aceita ser encaminhada e internada em um hospital. Após a internação, é comum apresentar negativismo. Porta-se de forma rígida quando examinada e flexibilidade cérea, ou seja, se colocada em uma posição incomum, retém esta posição por um certo tempo, depois, como se fosse uma estátua de cera derretendo, o membro vai retornando à sua posição normal de forma lenta. Esse comportamento representa uma suspensão da vontade, a qual se expressa também pela ecolalia e ecopraxia. Melancolia Ansiosa. Esta forma se caracteriza pelo predomínio da agitação ansiosa, pela intensidade do medo, o qual é vivenciado, às vezes, como Síndrome de Pânico. O sujeito, nesse estado, tem necessidade de mudar de lugar, mexe com as mãos, lamenta, soluça, geme, suplica. Geralmente a ideia de que vai morrer ou de que algo terrível está para acontecer acompanha os sentimentos. Esta forma de depressão tem frequentemente origem em traumas e disfunções no seio da família. A depressão ansiosa é muito sensível aos fármacos e à psicoterapia. A ansiedade pode ser uma das manifestações da melancolia. Distimia. O termo indica uma forma de depressão ligeira, crônica, que perdura por um período mais longo. Embora qualquer pessoa possa se sentir desmoralizada, desmotivada, triste ou inadaptada, quem sofre de distimia apresenta sintomas depressivos quase que diariamente e durante grande parte do dia por um período mínimo de dois anos. O indivíduo pode ainda demonstrar baixa autoestima, comer e dormir mais ou menos do que o habitual, sentir-se fatigado, ter dificuldade em se concentrar ou tomar decisões e experimentar uma sensação de desespero. Tais sintomas, porém, são menos graves do que os da Depressão Maior. Melancolia Delirante. As ideias delirantes em alguns quadros de melancolia foram estudadas por Seglas, que classificou essa forma de depressão. Esse quadro depressivo apresenta as seguintes características: (a) uma tonalidade afetiva penosa e sofrida; (b) ideias monótonas − o sujeito expressa sempre as mesmas ideias de forma repetitiva; (c) as ideias delirantes são fracas e geralmente mais ricas em emoções do que em intelecção; (d) apresentam conteúdos passivos − o sujeito aceita sua tragédia pessoal como uma sina, um destino, uma predestinação; e (e) os delírios apresentam referência ao passado (recriminações, remorsos etc.) ou ao futuro (temor, ansiedade etc.). Os temas das ideias delirantes mais frequentes são: Culpabilidade. Consiste em ideias de falta, de mancha, de pecado. Manifestam-se por meio de um sentimento de indignidade perante Deus e a vida. No campo religioso, predomina o sentimento de ter ofendido a santidade de

Leia mais »

Mentoria

 Dr. Antonio Maspoli MENTORIA Considero a mentoria, na verdade, o caminho do mestre, o caminho do aprendiz, o caminho do aprendizado. Na verdade, a palavra mentoria é um nome novo, para uma prática milenar. Quando olhamos para a história e examinamos as grandes tradições religiosas do mundo, como o Budismo, o Judaísmo, o Cristianismo e mesmo o Islamismo, nós já encontramos a figura do mentor, do mestre. Mentor é aquele que anda no caminho primeiro e convida, ou aceita o seu discípulo ou os seus discípulos, para caminhar com ele no caminho caminhado. Por isso, eu concebo a mentoria como o caminho do discipulado. Mentoring é uma espécie de tutoria onde um profissional mais velho e mais experiente orienta e compartilha com profissionais mais jovens, que estão iniciando no mercado de trabalho ou numa empresa, experiências e conhecimentos no sentido de dar-lhes orientações e conselhos para o desenvolvimento de suas carreiras. Embora também possam ter um viés mais pessoal, esses ensinamentos vão ser focados na vida profissional do mentorado, ajudando-o com as principais dificuldades e barreiras que possam estar atrapalhando o seu sucesso. Isso faz com que essa metodologia seja aplicada principalmente em casos mais específicos, diferenciando-se do Coaching que tem uma abordagem mais ampla e abrangente.i Até hoje, forma-se por meio da mentoria o xamã, o feiticeiro, o médico. É através da mentoria que se forma o psicólogo, o analista etc. Por intermédio da mentoria, na Idade Média, formavam-se os grandes profissionais, nas corporações de oficio. A formação se dava sob a figura do mestre e do aprendiz. O mestre e o aprendiz tornaram figuras simbólicas da arte de transmitir e receber conhecimento, ciência e sabedoria. Nesse processo, o mestre transfere para o seu discípulo, ou seus discípulos, toda a sua experiência, todo o seu saber, todo o seu conhecimento (WUNDERLICH; SITA, 2013). A mentoria, portanto, é apropriada para a formação profissional especializada. Convenhamos: como formar um analista sem um mentor? Como formar um cirurgião plástico sem um mentor? Como formar um CEO, para dirigir uma grande corporação, sem um mentor? Como formar um sacerdote, um pastor, um rabino, sem um mentor?ii A mentoria pressupõe que existe um caminho, pressupõe que o mestre já trilhou aquele caminho e pressupõe que ele vai facilitar o outro a caminhar naquele caminho. O mestre é aquele que ensina o discípulo a caminhar com os seus próprios pés. Numa mentoria bem realizada, o discípulo vai aprender a fazer, mas vai fazer do seu jeito e, depois, pode até cantar “My Way” de Frank Sinatra: “To think I did all that, And may I say, not in a shy way, Oh no, oh no, not me, I did it my way”. (De pensar que eu fiz tudo, E talvez eu diga, não de uma maneira tímida, Oh não, não eu, Eu fiz do meu jeito!”iii No processo de mentoria, o objetivo é transmitir conhecimento, transmitir experiência, sabedoria, know how, tecnologia. Todavia, o mestre espera que o discípulo avance, transforme, crie, inove, e faça e aconteça melhor. Um grande mestre realiza-se, quando ele vê o seu discípulo ultrapassar os seus próprios limites de experiência e de conhecimento. A escolha de uma mentoria é feita com o coração. Quando você estiver numa mentoria, num caminho, e nele pulsa um coração, este é o caminho. Ande nele! Com toda certeza, numa mentoria bem-sucedida, o coração do mestre e o coração do discípulo pulsarão no mesmo ritmo, dançarão no mesmo compasso, harmonicamente, na mesma frequência. Enquanto o coach está focado na melhora do desempenho de metas pessoais, independente da experiência e dos atributos daquele que é orientado, o mentoring está focado na formação do colaborador a partir dos conceitos defendidos pela empresa na qual ele atua. Por isso, o mentoring geralmente é um profissional da mesma empresa, com mais experiência e vivência, que tem como objetivo compartilhar seus conhecimentos com o próximo.iv CONCLUSÃO A área de coaching tem crescido muito, não só no Brasil, como no mundo. Nos EUA, a International Coach Federation (ICF) – Federação Internacional de Coach – conta com mais de 17 mil membros. O coaching trouxe uma contribuição significativa para a aceleração de processos de mudança e aprendizagem. 90% do coaching ou mais se devem à Psicologia e à Neurociência. Do ponto de vista psicológica, coaching é um método de intervenção clínica ainda em processo de validação e consolidação. Coaching e aconselhamento não são a mesma coisa. Aconselhamento foca-se na busca de alternativas, coaching, no processo de mudança do sujeito. Psicoterapia também difere do coaching. Enquanto a psicoterapia investe na compreensão, prevenção e cura dos transtornos mentais e distúrbios de comportamentos, o coaching, por outro lado, tende a ser breve e focado na resolução de dificuldades específicas. REFERÊNCIAS ADAMS, M. V. The Fantasy Principle: Psychoanalysis of the Imagination. Hove and New York: Brunner-Routledge, 2004. ADELER, S. P. Hipnose Ericksoniana. Estratégias para a comunicação efetiva. Rio de Janeiro: Qualymark, 2015. ALEXANDER, F. G.; SELESNICK, S. T. História da psiquiatria: uma avaliação do pensamento psiquiátrico e da prática psiquiátrica desde os tempos primitivos até o presente. São Paulo: Ibrasa, 1968. ALVES, H. C. de O. Bases neurofisiológicas da hipnose. Disponível em: https://www.appmp.info/single-post/2015/11/18/bases-neurofisiol%c3%93gicas-da-hipnose. Acesso em: 24 abr. 2018. BAUER, S. Manual de hipnoterapia ericksoniana. 3. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2015. ______. Manual de hipnoterapia avançado e técnicas psicossensoriais. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2016. BENDER, A. Personal branding: construindo sua marca pessoal. São Paulo: Integrare, 2009. CARDERNA, E.; LINN, S. J.; KRIPPENER, S. As Variedades da Experiência Anômala. São Paulo, Atheneu, 2013. CARTER, R. O livro de ouro da mente. O funcionamento e os mistérios do cérebro humano. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003. CASTANEDA, C. A erva do diabo: os ensinamentos de D. Juan. 34. ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 2009. CHAGAS, C. et al. História do pensamento, do iluminismo ao liberalismo econômico. São Paulo: Nova Cultural, 1987. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA – Processo-Consulta CFM nº 2.172/97PC/CFM/Nº42/1999 – Hipnose médica . 1999. Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/pareceres/cfm/1999/42_1999.htm Acesso em: 24 abr. 2018. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 013/2000 – aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar de trabalho do Psicólogo. xxx ______. Resolução CFP Nº 023/2007. Disponível em: http://www.crpsp.org.br/portal/orientacao/resolucoes_cfp/fr_cfp_013-00.aspx. Acesso em: 24 abr. 2018. CONSENZA, R. M.; GUERRA, L. B. Neurociência e Educação. Como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011. CORTEZ, C. M. C.; SILVA, D. Hipnose, imobilidade tônica e eletroencefalograma.

Leia mais »

O poder da fé na mudança de hábito

O poder da fé na mudança de hábito Dr. Antonio Maspoli “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. (HEBREUS 11:1). Todas as manhãs o sujeito levanta-se, abre os olhos, escova os dentes e lava o rosto. Faz isso desde criança. Nunca se perguntou porque faz isso. Nem precisa. Fez isso ontem, fez isso hoje pela manhã. E fará o mesmo ritual amanhã quando acordar. Valar um rosto é um hábito. A universidade de Ducke publicou um artigo em 2006 comprovando que 40 5 de todas as ações que as pessoas executam todos os dias não passam de hábitos. Não muito difícil criar um hábito, seja este positivo ou negativo. Difícil mesmo é mudar de hábito. Claro que é muito difícil mudar de hábito, mas é possível Mudar de hábito não é só possível, é poderoso também. Hábitos são formados pela cultura, pela religião, pela linguagem de modo inconsciente ou de maneira consciente. Formado o hábito ele permanecerá do modo como foi construído. Um hábito, consciente ou não forma-se do mesmo modo que um circuito elétrico. Um circuito elétrico que o neurocientista chama de sinapse. Uma sinapse é um espaço de junção especializada no qual ocorre a comunicação entre dois neurônios. É através da sinapse que o potencial de ação (impulso elétrico que leva uma informação) é transmitido. Quando se forma um hábito forma-se uma sinapse(CONSENZA E GUERRA, 2011). Quando uma sinapse vem acompanhada de uma emoção, a força da sinapse será proporcional a intensidade da emoção. Se a sinapse for repetida sempre ligada a mesma emoção vier a sinapse não apenas se estabelece. A sinapse se estabelece de forma poderosa. Uma vez criado a sinapse ou circuito permanecerá lá. Inicialmente formada no hemisfério cerebral direito, portanto consciente, posteriormente a sinapse passará para o hemisfério cerebral direto e permanecerá inconsciente. A sinapse poderá até ser esquecida, completamente esquecida, mas permanecerá no mesmo lugar, do mesmo modo, viva e ativa no hemisfério cerebral direito e no tempo presente. No hemisfério cerebral direito tudo se encontra registrado no tempo presente. 90 % das suas memórias estão lá, registradas no tempo presente. Você lembra apenas de 10 % daquelas que estão conscientes por uma razão óbvia de economia da mente (KOLBe WHISLAW, 2002, p. 152-155). . Um hábito forma-se quando uma ação consciente ou inconsciente, repetida ou não, forma uma sinapse. Geralmente a ação é desenvolvida para baixar a ansiedade, ou para fugir da dor, ou mesmo intencionalmente para sentir prazer. Ou apenas por necessidade. No primeiro momento e na primeira vez que ação é executada o sujeito sente-se aliviado ou recompensado por uma descarga de endorfina, serotonina, oxitocina, adrenalina etc. A endorfina é neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, e é uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. É uma hormona, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células, este é o hormônio do bem estar. Melhora o sistema nervoso central, proporcionando a elevação da auto estima, reduzindo sintomas depressivos e de ansiedade, além de manter o controle do apetite. (KOLB e WHISLAW, 1994, p. 152-155). . A serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro, estabelecendo comunicação entre as células nervosas, podendo também ser encontrada no sistema digestivo e nas plaquetas do sangue. Este hormônio é produzido através de um aminoácido chamado triptofano, que é obtido através dos alimentos.  A serotonina é um hormônio que atua regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais e por isso, quando este hormônio se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão. (KOLBe WHISLAW, 1994, p. 165-167). . A Ocitocina ou oxitocinona é um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido). A adrenalina, também conhecida como epinefrina, é um hormônio secretado por uma molécula das glândulas supra- renais(KOLBe WHISLAW, 1994, p. 152-155). . A adrenalina é muito importante para a manutenção da vida. Em condições normais, sua presença no sangue é muito pequena. Porém, nos momentos de excitação (medo, euforia) ou estresse emocional, uma grande quantidade de adrenalina é secretada para atuar sobre determinadas partes do corpo (nervos, músculos, pernas, braços), com o objetivo de prepará-lo para um esforço físico (correr, pular e movimentos que exigem reflexos de forma rápida) (KOLBe WHISLAW, 1994, p. 165-167). Uma sinapse que corresponde a algum hábito movida por uma ou mais dessas substancia é praticamente indestrutível. Daí porque as pessoas perdem tempo, recursos e dinheiro tentando vencer um hábito e muitas vezes a recompensam que recebem é o simples, puro e dolorido sentimento de fracasso. No entanto como um hábito não pode ser apagado, você poderá simplesmente mudar de hábito. Isto é criar um novo hábito para substituir aquele que você precisa mudar. Um novo habito que ofereça novas emoções e quem sabe as mesmas recompensas de endorfina, serotonina, oxitocina e adrenalina, uma ou mais dessas substancias do hábito anterior, porem menos danoso do ponto de vista espiritual, moral e social. O hábito antigo a ser mudado permanecerá lá. Sempre estará lá. O sujeito nunca conseguira muda-lo, comuto poderá substitui-lo. (DUHIGG, 2017, p. 79) .“São os anseios que impulsionam os hábitos. E descobrir como criar um anseio torna mais fácil criar um novo hábito (DUHIGG, 2017, p. 76). Charles Duhigg na obra O Poder do Habito (2017) apresenta com simplicidade precisão a anatomia do habito e fornece a regra de ouro para mudar de hábito. “Em vez disso, para mudar de hábito, você precisa manter a velha deixa e oferecer a velha recompensa, mas inserir uma nova rotina. Eis a regra: se você usa a mesma deixa, e fornece a mesma recompensa, pode trocar a rotina e alterar o hábito. Quase todo

Leia mais »

Planejamento estratégico: Construindo uma vida com propósito

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: CONSTRUINDO UMA VIDA COM PROPÓSITO  ANTONIO MASPOLI   Nós vamos conversar sobre um tema muito relevante para a vida pessoal, para os negócios, para a carreira, para a empresa: planejamento estratégico.  E o faremos de uma forma muito simples, muito singela, respondendo à questão:  Como construir uma vida com propósito?  Pesquisa feitas na Universidade de Harvard na década de 30, com 200 pessoas bem-sucedidas cruzando as informações quanto aos hábitos, os costumes e as atitudes dessas pessoas diante da vida, levantou-se dados muito interessantes sobre a importância de ter propósitos e objetivos bem definidos. A mente humana consome de 20 a 30% de toda energia produzida no corpo, pense bem, um único órgão o cérebro consome de 20 a 30% de toda energia produzida no corpo, então a mente está preparada para viver em repouso. Na verdade, a preguiça, considerada um pecado capital no cristianismo, na neurociência é o estado ideal da mente. Posto que, a mente relaxada, alheia, apática, consome menos energia. Então a mente é auto programada para não fazer nada.  O estado ideal da mente é aquela caixa vazia, o lugar do nada na qual os homens mergulham quando estão estressados na frente da televisão.   A mente só se mobiliza quando tem um propósito, quando tem objetivos. Só um propósito, um objetivo principal definido tira a mente do estado de letargia, apatia e repouso.     As pesquisas citadas demonstram, por exemplo, que, quando você pensa frequentemente num objetivo você tem até 10% de possibilidade de concretizar o objetivo.  Quando você escreve o objetivo e coloca na sua frente, no seu local de trabalho, na sua mesa, na porta da geladeira, na sua sala etc. E descreve ali os seus objetivos, levanta de manhã e os lê e lê durante o dia, a possibilidade de realização do objetivo, salta para 25%.   Quando você resolve compartilhar seus objetivos com os amigos mais próximos, com os familiares e eles o encorajam a perseguir seus objetivos a possibilidade de realizar esses objetivos aumenta para 65%.    E quando você reúne esses mesmos amigos e compartilha os seus objetivos e se compromete com eles a apresentar resultados que sejam relevantes para eles e para a sociedade, esse número de realização de objetivos salta até para 90%.  Por quê? Porque quando se tem um objetivo a mente se mobiliza para conseguir os recursos necessários para alcançá-lo.   Primeiro é preciso saber para onde vai, usando até uma metáfora do filme Alice no País da Maravilha, num diálogo famoso entre Alice e o gato, ele diz para ela para onde você vai? E ela diz: não sei. E ele fala: quando você não sabe para onde ir qualquer caminho serve. Quando você não sabe para onde vai qualquer lugar serve!  Apenas 5% da população humana tem objetivos definidos para as suas vidas, para as suas famílias, para as suas carreiras, e para seus negócios.  Esses 5% governa os 95% que não tem objetivo algum.    Você poderá se defender e dizer:  mas eu não tenho os recursos…  A mente só vai criar, alocar, descobrir aonde estão os recursos, depois que os objetivos são traçados.  Tão importante quanto traçar os objetivos, é estabelecer prazo. Não adianta nada você dizer eu terei uma casa, vou construir uma casa, vou fazer uma viagem, vou fazer um curso universitário, vou fazer uma pós-graduação, vou investir na minha saúde, vou aprender a dançar, vou desenvolver a minha espiritualidade, se você não colocar o quando, por quê se você não coloca o quando, a mente continua desmobilizada, economizando energia.  Então você tem que saber para onde vai, você tem que saber como chegar lá, e você tem que saber quando fará isso.   Quando você tem um objetivo principal definido, quando você tem o como, e quando você tem o quando. Fechou o círculo necessário para a criação e consecução dos seus objetivos.  Aí a mente sabe o que fazer com tudo isso.   Os objetivos devem ser flexíveis claro. Fixo todos os anos os meus objetivos para minha vida, desde os 20 anos de idade.  E anualmente eu consigo atingir até 70% dos objetivos que eu tracei. Os objetivos que não consigo alcançar continuam na agenda para o ano seguinte até alcançá-los ou transformá-los em novos objetivos.    Inicialmente trace objetivos simples e fáceis de serem alcançados. Inicie com problemas simples, coisas fáceis de fazer, por que a medida que você for realizando for fazendo, você vai melhorando a sua autoestima, melhorando a sua confiança e treinando a sua mente para os grandes objetivos. Lembre-se um grande castelo é construído pedra por pedra. Uma mansão, um prédio, é feito tijolo por tijolo, step by step, passo a passo.  O importante é planejar, planeja sua vida, a sua vida pessoal, o que você espera da vida? O que você quer para você mesmo? Aonde você quer chegar com a sua existência? Necessário se faz planejar a vida da sua família, planejar a vida dos seus filhos. Contudo, planejar a vida dos filhos, não é interferir nas escolhas que eles farão sobre carreiras, sobre estudos, sobre casamentos, sobre universidade. Planejar a vida dos filhos é antes de tudo pensar nos filhos como um legado. Pensar em termos de objetivos como legado para os filhos: que tipo de pessoas você quer deixar para o mundo? Que tipo de filhos você quer deixar para humanidade? Que tipo de legado você quer deixar através dos seus filhos e dos seus netos? Se você não tem estes objetivos claros para você mesmo, como eles terão?   Quando pensar em sua carreira pense que a sua carreira pertence a você, e não a empresa onde você vende a sua força de trabalho. Aonde você quer chegar com a sua carreira? O seu trabalho, a sua força de trabalho lhe pertence. Você tanto pode vender para empresa que você está hoje, como pode vender para uma melhor, ou você pode criar a sua própria empresa, o seu próprio negócio planeje isso.   Segundo o SEBRAE 82% das empresas brasileiras fecham antes do terceiro ano, apenas 18% sobrevivem. Sabe por quê? Por que grande parte do empresário brasileiro

Leia mais »